Ratatouille é um filme encantador. O ratinho Remy ajuda um jovem desajeitado, Lingüini, a cozinhar no restaurante do fictício chef mais famoso de Paris, Gusteau, recém-falecido. Remy se consagra com seu RATatouille – prato francês de origem camponesa que leva berinjela, tomate, abobrinha, cebola, pimentão (clique aqui para a receita completa). O pequeno chef prova que a afirmação de Gusteau “qualquer um pode cozinhar” é verdadeira. Basta fazê-lo com paixão, saboreando cada aroma, cada sabor. Remy é o primeiro a dobrar o entojado crítico gastronômico Anton Ego, cujo ego realmente aterroriza qualquer chef. Ego nos dá uma lição sobre a crítica, que pode se aplicar à de gastronomia e à cultural:
“De muitas maneiras o trabalho do crítico é fácil. Arriscamos pouco e desfrutamos de uma posição sobre aqueles que oferecem seu trabalho e a si mesmos ao nosso julgamento. Nós prosperamos na crítica negativa, que é divertida de se escrever e ler. Mas a dura realidade que nós críticos temos de encarar é a de que, no todo, uma porcaria medíocre é provavelmente mais significativa do que nossa crítica que assim a designou. Mas há vezes em que um crítico realmente arrisca algo e isto acontece na descoberta e na defesa do novo. O mundo é indelicado com novos talentos, novas criações. O novo precisa de amigos. [...] Nem todo mundo pode se tornar um grande artista, mas um grande artista pode vir de qualquer lugar”.
PS: Não deixe de assistir, nos extras do DVD, a uma divertida animação que traz a história dos ratos e sua convivência com a humanidade – desde os homens das cavernas, passando pela peste negra, até os experimentos científicos realizados com esses bichinhos e que nos trazem tantos progressos. Não perca também a conversa sobre gastronomia e filmes com o chef Thomas Keller e o diretor Brad Bird. O notável trabalho da edição das entrevistas conecta os dois assuntos de maneira surpreendente.
acabei de ler a última edição (ou não) de 2007 de vocês.
pra chegar até ela, passei pelo site da UFSC e pelo jornalismo, logo é o que eu queria fazer por essas bandas aí.
ainda to no segundo, ainda tenho tempo pra derrubar café nas apostilas e me sentir frustrada fazendo exercícios de física e química, mas a ufsc já é uma das minhas opções.
a revista é genial. inovadora, bem humorada.
as ilustrações, os textos, uma belezinha!
eu e uns amigos tivemos a idéia de criar um jornal aqui na minha cidade e por incrível que pareça, uma das opções foi ‘ponto e vírgula’ e eu nem conhecia a revista. ainda tá no começo, nem tivemos nenhum edição, mas logo sai algo.
ahn, chega de falar então.
até, jornalistas compulsivos.
sei que eu repeti ‘ainda’ lá em cima e que faltou um ‘a’ ali em nenhum, mas tá, quem liga?
a ausência da opção ‘delete seu comentário’ broxou meu quase-perfeccionismo. hahaha