Cineclubistas reúnem-se no último dia do FAM

9 06 2007

Juliana Sakae, Florianópolis

No último dia do 11º Festival Audiovisual Mercosul, FAM, representantes de cinco cineclubes de Florianópolis se reuniram para trocar experiências: Sopão de Filmes, Rogério Sganzerla, Sol da Terra, Aliança Francesa e Cinearte.

Após uma mostra de curtas [veja Leia Mais], o representante do Sopão de Filmes, Alan Langdon, questiona sobre qual é o objetivo de um cineclube; o estudante de Cinema da UFSC, Lucian Chaossard, afirma que “o cinema tornou-se uma experiência individual, e o cineclube busca sociabilizar a experiência do cinema”.

Lucian, representante do Rogério Sganzerla, explica que o cineclube do qual faz parte exibe filmes clássicos e se preocupa com a discussão do filme. Já Marta César, que organiza exibições semanais no Badesc, pela Aliança Francesa, diz ter uma preocupação maior com o tema do filme. Cita a projeção de “O Pesadelo de Darwin“, exibido na última segunda, 4, que levou os presentes a discutir globalização.

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Ciclo de filmes franceses e francófonos

5 06 2007

Juliana Sakae, Florianópolis

Na Fudação Cultural BADESC, centro de Florianópolis, perto do TAC, ocorre o Ciclo de Filmes Franceses e Francófonos. O Ciclo é um cineclube semanal realizado pela Aliança Francesa, com filmes de produção ou idioma francês difíceis de serem encontrados em Florianópolis.

Nesta segunda-feira, dia 4 de junho, o cineclube apresentou o filme Le Cauchemar de Darwin, documentário de produção francesa que se passa na Tanzânia. O filme, falado em inglês, mostra a miséria do país e a exportação da perca, um tipo de peixe comum na região de Mwanza. O diretor, Hubert Sauper, relata a fome, as drogas na infância, a aids, a prostituição, o desemprego e o emprego sem condições mínimas existente no local que mais exporta peixe para Europa.

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“Críticos debatem crítica” no FAM

4 06 2007

Pedro Santos, Florianópolis

Você gosta de cinema? Gosta de ler críticas sobre filmes? Então é na internet que você vai encontrar os melhores textos sobre isso. E, provavelmente, os piores também. A fala é do jornalista Ricardo Calil (colaborador do site No Mínimo e da revista Bravo!). Ele, Ruy Gardnier (Contracampo), Cléber Eduardo (Revista Cinética) e José Geraldo Couto (Folha de SP) estiveram na tarde de domingo, 3, no Fórum Audiovisual Mercosul debatendo a crítica de cinema na internet.

A internet possibilita um debate sobre cinema que não estamos acostumados a ver em veículos impressos. Na visão de Cléber Eduardo, isso acontece pela liberdade de expressão que o meio apresenta. “Nada ali é restrito somente a jornalistas. Temos críticos de diversas formações”, diz.

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Cortejo Imperial marca Celebração do Divino

3 06 2007

Juliana Sakae, Florianópolis

Na manhã de hoje, 3 de junho, a rua João Pacheco da Costa, na Lagoa da Conceição, foi interditada para um dos eventos mais típicos de Florianópolis: o Cortejo Imperial.

A procissão faz parte da Festa do Divino Espírito Santo, junto com a quermesse, e ocorre em vários pontos da cidade. A mais antiga acontece há 231 anos no centro de Florianópolis, realizada pela Capela da Irmandade do Divino Espírito Santo. Na Lagoa da Conceição, a multidão seguiu até a Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição da Lagoa, onde foi celebrada uma missa.

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Santiago: João Moreira Salles lança documentário em Florianópolis

2 06 2007

Carolina Moura, Florianópolis

Nesta quarta-feira, 30, a Associação Cultural Cinemateca Catarinense trouxe o documentarista João Moreira Salles para o lançamento de sua última produção, Santiago. O documentário foi exibido no cinema do Centro Integrado de Cultura – CIC.

Santiago é um filme sobre o filme que João não terminou 15 anos atrás. Em 1992, seria um documentário sobre Santiago, mordomo da casa dos Salles. Em 2005, quando foi finalmente montado, transformou-se em 1h16min sobre a passagem do tempo. João diz que o filme tem três personagens: “Santiago, eu e a casa”. Santiago é argentino, adora a música, a dança e a aristocracia. Seu passatempo, porém, é outro. Na verdade, sua missão: manter vivas as “grandes marionetas que construíram a historia universal”. Para isso, ele transcreveu 30 mil páginas sobre essas personalidades esquecidas em bibliotecas do mundo todo. Ele sabia suas histórias e transportava-se no tempo com elas.
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Cão Sem Dono abre 11º FAM

1 06 2007

Pedro Santos, Florianópolis

O filme que abriu o 11º Festival Audiovisual Mercosul (FAM), Cão sem Dono (Brasil, 2007), é um retrato cru da realidade de um jovem sem perspectivas. Ciro (Julio Andrade) vive em um apartamento que, de tão simples, é vazio, assim como a vida dele. O rapaz está em crise existencial e não consegue firmar vínculos, seja com o cachorro que mora com ele, seja com a família, ou então com Marcela (Tainá Müller).

Baseado em romance do escritor gaúcho Daniel Galera, Cão sem Dono foi o grande vencedor do último Cine PE, incluindo Melhor Longa-Metragem. Quem assume a direção é Beto Brant (O Invasor) e seu parceiro da época em que estudavam Cinema na FAAP, Renato Ciasca.

Nos corredores do FAM, o ator Julio Andrade falou um pouco sobre o personagem Ciro. Confira a entrevista no link abaixo.

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Começa 11º FAM

1 06 2007

Fernanda Volkerling, Florianópolis

A cerimônia de abertura do 11º Florianópolis Audiovisual Mercosul, o FAM, começou pouco depois das 20h, no teatro Ademir Rosa do CIC. Luiza Lins, presidente da Cinemateca Catarinense, destacou a parceria da entidade com o FAM. “O audiovisual catarinense vive um momento muito especial”, disse. O coordenador do FAM 2007, Antônio Celso dos Santos, ressaltou o festival como espaço para discussões políticas que impulsionem a produção audiovisual do mercosul.

Também participaram da mesa o vereador Márcio de Souza e o secretário de turismo, esporte e cultura, Gilmar Knasel. Pela primeira vez na história do FAM, a cerimônia foi transmitida ao vivo pela internet. Além disso, ao longo dos oito dias, os demais eventos da parte política do FAM também poderão ser acompanhados pela rede.

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Manifestação de estudantes acaba em confronto com Polícia

1 06 2007

Atualizada em 03/06/2007
Fernanda Dutra e Lucas Sarmanho, Florianópolis

Quando os manifestantes se aproximaram da avenida Beira-Mar, foram impedidos de avançar por uma tropa de choque da PM. A rua Altamiro Guimarães, próxima ao shopping, foi o cenário do confronto. A Polícia utilizou bombas de efeito moral, spray de pimenta e tiros de bala de borracha para afastar os estudantes, que revidaram com pedras e rojões.

Um segundo confronto ocorreu na avenida Mauro Ramos, em condições semelhantes.
Os conflitos deixaram ao menos sete policiais militares e 15 manifestantes feridos. Quatro estudantes, entre 16 e 24 anos, foram detidos e levados à delegacia.
Segundo a PM, cerca de 3.500 civis participaram da manifestação. Sindicalistas e professores também se juntaram aos estudantes, além de alguns pedestres, chamados durante caminhada. A PM mobilizou 32 viaturas.
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